Museu


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O Museu da Santa Casa da Misericórdia de Coimbra faz parte do Colégio da Sapiência, dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, que se tornou propriedade da Santa Casa da Misericórdia em 1841, alguns anos após extinção das Ordens Religiosas. O edifício foi construído entre 1593 e 1604, em estilo Maneirista, segundo traçado do italiano Filippo Terzi(?). Este recinto museológico abriu as suas portas ao público em 12 de Setembro de 2000, por altura das comemorações dos 500 anos da fundação da Misericórdia. Dispõe de um espaço equipado com vitrinas destinadas a acolher exposições temporárias; de uma sala onde se conservam obras de arte diversa pertencentes ao acervo da Casa; de uma Capela onde se realizam eventos de índole religiosa ou cultural e de uma torre-mirante que oferece uma panorâmica única sobre a urbe. Vide folheto informativo aqui.

 

I – Antiga Sala das Sessões da Mesa ou do Despacho – local onde se realizavam os actos solenes da Irmandade, apresenta:
– Tecto em estuque moldado com o emblema, de finais do século XIX, da Misericórdia de Coimbra.
– Grande tela a óleo, datada de 1859 da autoria de António José Gonçalves, representando a ascensão de Nossa Senhora.
– Mobiliário português, em estilo Joanino e D. José, dos séculos XVIII e XIX.
– Piano de quarto de cauda francês e piano móvel alemão do segundo quartel do séc. XIX.
– Pendão de Nossa Senhora da Misericórdia, com duas pinturas setecentistas a óleo sobre tela, destinado a servir nas procissões solenes.
– Umbela processional, do séc. XVIII, em fio de seda lavrada e prata cinzelada. – Imagem setecentista do Menino Jesus do Buçaco, em madeira policromada e adereços em cortiça.

 

II – Antiga Sala dos Retratos dos Benfeitores (hoje sala de exposições temporárias) – nela podemos hoje admirar:
– Painéis de azulejos de padrão do séc. XVII.
– Cinco pinturas setecentistas, a óleo sobre tela, da autoria do Mestre André Gonçalves representando cenas sacras da Ordem Agostinha.
– Dois retábulos maneiristas em pedra de Ançã, da autoria do Mestre João de Ruão, sobre a Visitação a Nossa Senhora e a Virgem da Misericórdia (MNMC – Provenientes da Igreja da Misericórdia de Coimbra).
– Grupo escultórico da deposição de Cristo no túmulo, em pedra policromada, obra tardo-gótica do 1º quartel do séc. XVI, proveniente da antiga Igreja da Misericórdia.
– Salvas, Gomil e Caldeirinha da Capela da Misericórdia.

 

III – Galeria dos Retratos da Irmandade – este corredor encontra-se abrilhantado por:
– Painéis de albarradas, setecentistas, com vasos de flores ladeados por pássaros.
– Retratos a óleo, em sucessão cronológica, de inúmeros benfeitores desta Instituição.
– Pano de porta, bordado e pintado com o brasão da Santa Casa da Misericórdia de Coimbra, da segunda metade do séc. XIX.

 

IV – Capela da Misericórdia – artisticamente muito rica, na sua sobreposição de estilos, apresenta:
– A abóbada do altar-mor, feita em 1630, repleta de simbologias de carácter sacro: referentes à tradição cristã (na figura ao centro de St. Agostinho; nas pirâmides que aludem à imortalidade da alma; e nas cartelas que enquadram mitras, sagrados corações e pinhas) e outras de carácter profano: alusivas à epopeia das descobertas lusitanas (na folhagem profusa quer remete para a flora universal do mundo português; na carranca obscena do Gigante Adamastor, à esquerda; e no rosto sorumbático do pequeno Grifo, à direita).
– Nos altares, de feição tardo-barroca, destacam-se: ao centro, o altar-mor com uma imagem novecentista de Nossa Senhora da Misericórdia; do lado esquerdo, as imagens oitocentistas de Santo Agostinho e do Sagrado Coração de Jesus; do lado direito, duas peças seiscentistas de elevado valor artístico, uma Pietá maneirista em cantaria e um Cristo hindo-português em marfim.
– O lado esquerdo do transepto, ostenta um pano de porta bordado com o escudo do Reino Unido de Portugal e do Brasil, ao tempo de D. João VI.
– No Coro-alto sobressai um Órgão alemão, do séc. XVIII, com caixa em madeira entalhada e policromada, restaurado no ano 2000.
– Um Cadeiral de inspiração maneirista, em madeira, decorado com pilastras, mísulas e cabeças de anjos.

 

V – Sacristia
– Apresenta as paredes totalmente revestidas a azulejos de padrão, setecentistas.
– Ostenta um arcaz, em madeira de castanho com embutidos de marfim, sobre o qual assenta um conjunto de castiçais e trono eucarístico em talha dourada tardo-barroca.
– Duas grandes telas a óleo, do séc. XVIII, de autor anónimo representando uma a Visitação de Maria Madalena a Nossa Senhora e a outra de Cristo aos Enfermos.
– Uma pintura seiscentista, sobre madeira, de Cristo Crucificado.
– Uma Imagem de Cristo Morto, em madeira de acapuz.
– Um monumental Candeeiro das Trevas, em madeira entalhada, de estilo rocaille.

 

VI – Anexo da Sacristia – local onde se conserva:
– No piso inferior: uma réplica de um Scriptorium Medieval e Conventual, no qual os frades escreviam os seus livros e os ilustravam com iluminuras.
– Uma Cadeirinha braçal em madeira e couro, da 1ª metade do séc. XIX, para o transporte de doentes.
– No piso superior: um presépio novecentista da autoria do Encadernador/Dourador José Dias Ferreira.

 

VII – Claustrim ou antigo Claustro das Órfãs
– Espaço intimista, inacabado na estrutura das arcadas e no revestimento das abóbadas, dotado de:
– Valiosos painéis de albarradas, setecentistas, com vasos de flores ladeados por pássaros.
– Um pequeno poço ligado a cisterna.

 

VIII – Torre do Relógio
· Do Claustrim acede-se a esta torre construída pela Santa Casa da Misericórdia em 1859, para nela colocar o sino grande que transitou da capela extinta que se situava no andar superior da Igreja de Santiago. O seu mirante oferece magníficas vistas sobre o Burgo.

 

Horário e preçário
2ª a 6ª: 9h30-12h30/14h-17h*

Fora deste horário, agradece-se contacto prévio, bem como no caso de visitas guiadas.
Encerra: Sábado / Domingo / Feriados
Preço: 2 €
Telefone: 239 823 403
Fax: 239 832 819

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