Mensagem do Provedor


Prezados Irmãos,

Como vem sendo hábito, deve o Provedor, após a tomada de posse, fazer uma comunicação aos Irmãos da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Coimbra, clarificando os motivos da sua candidatura e esclarecendo as linhas mestras do seu programa estratégico.

Cumpre, porém, antes de mais, agradecer ao Senhor Prof. Doutor Armando Lopes Porto a forma abnegada e empenhada com que se dedicou à Misericórdia, ao longo dos seus dois mandatos, a todos ensinando o muito que a vida lhe tinha já a si dado. As suas palavras, as suas atitudes, as suas decisões, os seus gestos calaram fundo nos nossos espíritos!

A minha caminhada nesta nossa Misericórdia conta já com alguns passos percorridos. Desde 2001 que integro os Órgãos Sociais da Santa Casa e sempre me preocupei, num verdadeiro espírito de missão, em ajudar a minorar o sofrimento dos mais desfavorecidos que a ela recorriam. Procurei colocar-me na posição de quem necessita, para melhor avaliar, antes de decidir. A essa causa dediquei, com muito gosto e praticamente em dedicação exclusiva, os meus últimos 16 anos.

Para próximos quatro anos, agora com novas funções – mas com o mesmo espírito –, adivinho tempos difíceis, pois as solicitações e exigências que a sociedade nos coloca são cada vez maiores.

Uma há, porém, que muito preocupa esta Santa Casa: o Centro de Apoio à Terceira Idade (CATI). Como todos sabem, o CATI é um estabelecimento integrado da Segurança Social, com acordo de gestão celebrado entre o Instituto da Segurança Social e a Santa Casa, em 1985. A definição da sua gestão, no sentido mais lato do termo, é um problema que urge resolver! Prolongar e arrastar a resolução deste problema não traz qualquer benefício para os utentes a que dá resposta e são mais de uma centena! O estado de degradação das instalações não dignifica a Segurança Social, sua proprietária, e a todos nós envergonha, para além de colocar em causa a qualidade dos serviços por nós prestados. O CATI é demasiado importante para os utentes, que na sua humildade não têm voz e capacidade para reivindicar, bem como para os funcionários que lá trabalham. A Misericórdia continua empenhada numa solução global, que a todos salvaguarde. Esta é a missão social desta Irmandade!

Como crente, tenho fé que este problema irá ser resolvido a curto prazo pelo Instituto da Segurança Social em estreita articulação e sintonia com esta Santa Casa.

Uma das outras linhas que vamos privilegiar é da dinamização cultural. Pretendemos dar nova vida à Capela depois da recuperação a que foi sujeita durante o ano de 2016, bem como ao Museu e ao Arquivo, promovendo um conjunto de actividades que mostrem que estes espaços merecem ter um lugar de destaque na agenda cultural de Coimbra, pois são repositórios de muita história e estórias.

Vamos também procurar continuar a recuperar o património, certos de que, não raro, será preciso desinvestir para investir, tendo em vista aumentar a sua rentabilidade!

Gostaríamos ainda de poder alargar a nossa resposta social na área da infância, nomeadamente com a criação de uma nova creche e um jardim de infância, tantas vezes já reclamado pelos Pais que frequentam a Creche Margarida Brandão!

Garanto-vos, meus Irmãos, que a Mesa que lidero possui o empenho e a abnegação necessários para levar a bom porto estes desígnios. Esperemos que o caminho não tenha demasiada pedras!

Para esta caminhada, repleta de encruzilhadas, precisamos do apoio presente de todos, para nos ajudarem a pensar as melhores soluções, a fim de encontrarmos a melhor rota. Todos juntos teremos mais força e pensaremos melhor o futuro da Misericórdia!

Nesta linha, a Mesa Administrativa que lidero encetará os contactos necessários para a constituição de um Conselho Consultivo, a fim de melhorar o desempenho e aperfeiçoar a realização da missão da Santa Casa da Misericórdia de Coimbra.

Por tudo quanto aqui ficou exarado, contamos convosco! Contem também connosco, para ajudar quem mais precisa de bens para o corpo e para a alma.

Que a SENHORA da MISERICÓRDIA a todos nos ilumine!

 

 

 

 

 

José Manuel de Sousa Vieira

 

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